1. Abordagens weight-of-evidence
A abordagem weight-of-evidence permite construir dossiers científicos robustos sem recorrer à experimentação animal.- Combinação de dados complementares: integração de resultados de ensaios in vitro, abordagens in chemico e modelos computacionais.
- Modelos preditivos in silico: utilização de QSAR, algoritmos de machine learning e simulações para antecipar toxicidade, absorção e metabolismo. Apesar do elevado potencial, estas abordagens continuam em processo de validação.
- Documentação estruturada: elaboração de relatórios coerentes que facilitem a avaliação por entidades regulamentares como o SCCS.
2. Digitalização e automatização dos ensaios
A digitalização é um acelerador relevante em programas focados na redução da experimentação animal.- High-throughput screening: plataformas automatizadas que permitem avaliar múltiplas formulações em paralelo, reduzindo tempo e erro experimental.
- Gestão avançada de dados: implementação de sistemas LIMS (Laboratory Information Management Systems) para garantir rastreabilidade, integridade e exploração eficiente dos dados.
- Inteligência artificial aplicada à análise: uso de algoritmos para identificar padrões em grandes volumes de dados e otimizar a tomada de decisão em I&D.
3. Monitorização ativa do mercado e consumer insights
A validação cosmética não se limita ao laboratório; deve alinhar-se com as expectativas do mercado.- Mapeamento de tendências emergentes: análise de relatórios setoriais, literatura científica, patentes, retalho e sinais digitais para antecipar tendências como skinification, longevidade, microbioma, clean beauty, sensorialidade ou sustentabilidade.
- Tradução em requisitos de produto: transformação destes sinais em insights acionáveis que orientem o desenho de protótipos, o plano de validação e a estratégia de comunicação.
4. Estudos com consumidores
Os estudos com consumidores reforçam a validação técnica do ponto de vista da aceitação e do uso em contexto real.- Testes sensoriais e estudos hedónicos: avaliação da aceitação, preferências, adequação ao conceito, impacto emocional e intenção de compra.
- Tradução da perceção em decisões de design: integração de resultados sensoriais e emocionais em requisitos claros para formulação, embalagem e comunicação.
- Execução ágil em contexto real (CLT & HUT): testes de produto e consumidores que permitem categorizar, validar e selecionar formulações com feedback rápido e fiável.
- Validação de claims sensoriais: desenho de estudos específicos para sustentar mensagens na embalagem e na comunicação, reforçando a credibilidade do produto.
5. Modelos celulares avançados aplicados à redução da experimentação animal
Nos últimos anos, a comunidade científica consolidou metodologias que substituem total ou parcialmente os ensaios cosméticos tradicionais. Estas abordagens assentam em modelos celulares humanos e integram dados in vitro, in chemico e computacionais para gerar avaliações mais preditivas. Na AINIA, estas metodologias aplicam-se tanto à cosmética tópica como à nutricosmética, permitindo avaliar bioacessibilidade, biodisponibilidade e eficácia de compostos bioativos através de modelos in vitro avançados, contribuindo para reduzir a experimentação animal. Se pretende uma abordagem passo a passo e uma checklist prática, descarregue aqui o nosso guia de validação em nutricosmética.Modelos de pele reconstruída 3D
O que é Tecidos cutâneos in vitro estratificados (epiderme ou epiderme + derme com fibroblastos). Para que serve- Segurança: irritação, corrosão, permeação e absorção.
- Eficácia: restauração da barreira, hidratação, ação anti-idade, despigmentação e efeito anti-inflamatório.
- Função barreira: TEER, TEWL simulada, taxa de permeação.
- Biomarcadores de inflamação: IL-1α, IL-6, IL-8.
- Marcadores de colagénio: MMP-1, MMP-3, TGF-β, colagénio I/III.
- Proteínas da barreira: filagrina, involucrina.
Bioimpressão 3D
O que é Fabrico aditivo de constructos dérmico-epidérmicos usando bio-tintas (queratinócitos, fibroblastos ± melanócitos) e matrizes como colagénio ou GelMA. Para que serve- Desenho de arquiteturas personalizadas.
- Estudo de microestrutura, cicatrização e pigmentação.
- Libertação direcionada de ativos.
- Compatibilidade com carriers nano ou microencapsulados.




