Inma Gonzalvo / 20 de Fevereiro de 2026

Prevenção do norovírus em estabelecimentos e na indústria alimentar

A prevalência de agentes patogénicos de origem alimentar, tais como vírus entéricos, Salmonella spp., Listeria monocytogenes e Campylobacter spp., juntamente com a evolução dos estilos de vida e das preferências de consumo, representa um dos principais desafios microbiológicos na segurança alimentar. Cerca de 50% dos alertas registados anualmente no Sistema de Alerta Rápido para os Géneros Alimentícios e Alimentos para Animais (RASFF) são de origem biológica. O maior risco para a saúde pública resulta dos perigos associados à contaminação microbiológica dos alimentos, incluindo práticas inadequadas de manipulação. Entre estes perigos, os norovírus são uma das principais causas de gastroenterite viral transmitida por alimentos. Uma prevenção do norovírus eficaz é essencial, uma vez que estes vírus se propagam rapidamente de pessoa para pessoa em ambientes fechados e com elevada concentração de indivíduos. São uma causa relevante de surtos de gastroenterite em restaurantes e serviços de restauração quando os alimentos se encontram contaminados. A transmissão pode ocorrer não apenas pela ingestão de alimentos ou água contaminados, mas também pelo contacto com superfícies expostas ao vírus. Quando a infeção tem origem alimentar, os produtos mais frequentemente associados a surtos de norovírus incluem vegetais de folha verde frescos (como alface), frutos vermelhos (framboesas, mirtilos, morangos), moluscos bivalves vivos (ostras, mexilhões, amêijoas) e água mineral engarrafada exposta a contaminação fecal (águas residuais, fertilizantes, etc.), sendo esta a principal fonte destes vírus.

Prevenção do norovírus: como evitar servir alimentos contaminados em estabelecimentos alimentares

Os estabelecimentos alimentares — especialmente aqueles que manipulam produtos crus — devem implementar medidas rigorosas para reduzir os riscos microbiológicos e garantir a prevenção do norovírus e de outros agentes patogénicos. A manipulação de alimentos constitui a via de transmissão mais comum e, por conseguinte, uma das principais causas de infeção. Por esse motivo, as práticas adequadas de higiene e manipulação são fundamentais, tanto em estabelecimentos de restauração como na indústria alimentar. As principais medidas preventivas incluem:
  • Reforçar as condições de higiene nas áreas de preparação de alimentos.
  • Limpar e desinfetar as superfícies em contacto com alimentos após cada utilização.
  • Prevenir a contaminação cruzada entre alimentos crus e processados.
  • Lavar cuidadosamente frutas e vegetais.
As boas práticas de higiene são igualmente essenciais:
  • Lavar as mãos com sabão antes e depois da manipulação de alimentos e após utilizar a casa de banho.
  • Utilizar luvas ou máscara quando apropriado.
  • Manipuladores com sintomas gastrointestinais ou em recuperação de gastroenterite não devem contactar com alimentos.
Nas áreas de produção de moluscos bivalves e nas explorações agrícolas, a qualidade da água deve ser rigorosamente controlada através de sistemas de monitorização, e as instalações, equipamentos e utensílios devem ser devidamente limpos e higienizados. Estas medidas são fundamentais para reforçar a prevenção do norovírus ao longo de toda a cadeia alimentar.

Identificação precoce como elemento-chave na prevenção do norovírus

Em restaurantes, escolas e serviços de catering, os métodos convencionais de deteção de norovírus são frequentemente inadequados, uma vez que exigem mais tempo de análise do que o disponível antes da distribuição dos alimentos. O processo analítico inclui:
  1. Recolha e recuperação de partículas virais a partir de alimentos ou água.
  2. Extração do ARN viral.
  3. Retrotranscrição e amplificação da diana molecular através de sondas fluorescentes (PCR em Tempo Real).
  4. Avaliação dos resultados de fluorescência por comparação com controlos e curvas padrão.
AINIA é um dos poucos laboratórios acreditados pela ENAC (Entidade Nacional de Acreditação de Espanha) para realizar tanto a deteção como a quantificação destes vírus (Norovírus Genogrupo I, Norovírus Genogrupo II e Hepatite A), aplicando a norma ISO 15216 em todas as matrizes relevantes (moluscos bivalves, frutos vermelhos, vegetais de folha e água engarrafada). Os resultados de deteção podem ser fornecidos no prazo de 48 horas após a receção das amostras. Em caso de resultado positivo, a quantificação pode ser realizada num prazo adicional de 48 horas. Os diagnósticos laboratoriais rápidos desempenham, assim, um papel determinante no reforço da prevenção do norovírus na indústria alimentar.

Inma Gonzalvo

Desde que me incorporé a AINIA en 2010, he desarrollado mi trayectoria como técnica de comunicación en el Departamento de Marketing y Comunicación, especializada en la gestión de contenidos digitales. Mi formación en Publicidad y Relaciones Públicas por la Universidad Jaume I de Castellón, junto con más de 15 años de experiencia en comunicación digital tanto en agencia como en cliente, me ha permitido abordar proyectos de difusión de la innovación tecnológica en sectores como la alimentación, la cosmética o el packaging. Me motiva especialmente crear y gestionar contenidos que conecten el conocimiento técnico con los distintos públicos, posicionando a AINIA como un referente en innovación y tecnología mediante estrategias eficaces en medios digitales y redes sociales.

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